sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Wi-Fi com raios T mais próximo da realidade


Radiação terahertz
Pesquisadores japoneses bateram o recorde de transmissão de dados sem fios na faixa dos terahertz, uma parte ainda inexplorada do espectro eletromagnético.
A taxa de dados alcançada é 20 vezes maior do que o melhor padrão wi-fi.
A banda dos raios T fica entre as micro-ondas e o infravermelho distante - 1 THz equivale a 1.000 GHz.
Os raios T, ou radiação terahertz, vêm sendo considerados como altamente promissores para o uso biomédico, eventualmente substituindo os raios X - apesar do nome "radiação terahertz", trata-se de uma radiação não-ionizante.
Em 2007, pesquisadores demonstraram pela primeira vez que os raios T poderiam ser usados também para a transmissão digital de dados.
Desde então tem havido uma procura frenética pelo desenvolvimento de geradores de radiação terahertz e de antenas capazes de captá-la.
Wi-Fi com raios T mais próximo da realidade
O experimento foi possível graças a um componente de 1 milímetro quadrado, chamado diodo-túnel, ou diodo de tunelamento ressonante (branco, sobre o suporte metálico).[Imagem: Tokyo Institute of Technology]

Quase terahertz
Por enquanto, os trabalhos na transmissão de dados na faixa dos terahertz têm adotado uma especificação mais folgada, que vai dos 300 GHz até os 3 THz. Nenhuma agência de telecomunicação até agora regulamentou a faixa dos THz.
Apesar de teoricamente suportar taxas de transferência de dados de até 100 Gb/s - 15 vezes mais do que o wi-fi de próxima geração, que ainda está em fase de especificação - o "wi-fi terahertz" provavelmente terá um alcance mais limitado, por volta dos 10 metros.
Neste trabalho mais recente, os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Tóquio demonstraram uma taxa de transmissão de 3 Gb/s a 542 GHz.
Ou seja, eles estão a meio-caminho dos raios T - o que é muito, considerando-se que é uma tecnologia com poucos anos de desenvolvimento.
Diodo-túnel
O experimento foi possível graças a um componente de 1 milímetro quadrado, chamado um diodo de tunelamento ressonante, ou RTD (Resonant Tunnelling Diode).
Diodos-túnel têm a característica incomum de que a tensão que produzem pode algumas vezes diminuir quando a corrente aumenta.
Eles são projetados de tal forma que este processo faz com que o diodo entre em ressonância, emitindo ondas de frequência muito alta - teoricamente, de vários terahertz.
Os pesquisadores japoneses afirmam que o próximo passo da pesquisa é justamente aproximar a prática dessa teoria, entrando finalmente no regime efetivo dos terahertz.
Antes de qualquer uso prático, será necessário também aumentar a potência do componente.
Bibliografia:

Direct intensity modulation and wireless data transmission characteristics of terahertz-oscillating resonant tunnelling diodes
K. Ishigaki, M. Shiraishi, S. Suzuki, M. Asada, N. Nishiyama, S. Arai
Electronic Letters
Vol.: 48, Issue 10, p.582-583
DOI: 10.1049/el.2012.0849

Internet da Coisas: as dificuldades para tornar as coisas mais simples


Futurismo na prática
A chamada "internet das coisas" é um sonho desde o surgimento das etiquetas inteligentes RFID.
ideia de conectar virtualmente qualquer aparelho à internet facilitará não apenas o projeto dosedifícios inteligentes, como também tornará possível o monitoramento remoto de um sem-número de outros dispositivos, desde medidores de água e energia e sensores ambientais, até implantes médicos.
Mas como um "sem-número de possibilidades" pode ser levar a um "sem-número de caminhos" - o que equivale a caminho nenhum - pesquisadores europeus resolveram construir laboratórios em larga escala para testar alguns dos principais conceitos envolvendo a internet das coisas.
O problema é que, embora o futurismo seja fácil de ser feito, bastando imaginar as aplicações possíveis, implantar as tecnologias imaginadas nem sempre é fácil.
Os primeiros resultados mostram que, por um lado, o de ver uma nova tecnologia em testes, os resultados são entusiasmantes. Por outro, contudo, aquele lado de verificar como fazer o sonho virar realidade, dá para ver alguns desafios a serem vencidos.
Internet da Coisas: as dificuldades para tornar as coisas mais simples
Embora o futurismo seja fácil de ser feito, bastando imaginar as aplicações possíveis, implantar as tecnologias imaginadas nem sempre é fácil. [Imagem: IOTA]
Arquitetura da Internet das Coisas
O projeto IoT-A (Internet of Things - Architecture) tem por objetivo, como seu nome indica, fazer um esboço das arquiteturas de hardware e de software necessárias para viabilizar a conexão de qualquer coisa à internet.
Embora a internet das coisas já conte com uma proposta de linguagem e até com um site de aplicativos, tudo ainda é feito em cima da arquitetura atual da internet. E muitos pesquisadores acreditam que este pode não ser o caminho.
"Na nossa visão, o IOT-A vai expandir as fronteiras da internet de hoje para abranger o mundo físico e permitir a identificação, captura de informações e o entendimento dessas informações," afirmou o Dr. Thorsten Kramp, cientista da computação da IBM, na Suíça, e membro do projeto.
Para os experimentos foram montados dois laboratórios em grande escala.
Internet da Coisas: as dificuldades para tornar as coisas mais simples
A ideia é que, no futuro, o hospital seja alertado se qualquer morador apresentar algum risco iminente de saúde. [Imagem: Living Labs]
Saúde na era da informação
O primeiro é um ambiente doméstico de cuidados com a saúde, criado na Universidade de Roma e no Living Lab da Espanha - o Living Lab (laboratórios vivos, em tradução livre) é uma rede de laboratórios espalhados por toda a Europa.
Será usado o eHealth Living Lab, este criado especialmente para estudar as novas tecnologias que aplicam as tecnologias da informação aos cuidados com a saúde.
Os dados coletados nos dois ambientes de laboratório - que tem como objetivo simular uma residência do futuro, onde os moradores terão sua saúde monitorada constantemente - serão enviados para hospitais reais, para checagem de alterações fisiológicas importantes.
A ideia é que, no futuro, o hospital seja alertado se qualquer morador apresentar algum risco iminente de saúde.
Internet da Coisas: as dificuldades para tornar as coisas mais simples
As etiquetas nano-RFID, projetadas para substituir os códigos de barras, são o principal hardware atualmente disponível para a internet da coisas. [Imagem: Gyou-Jin Cho/Sunchon National University]
Supermercado inteligente
O segundo laboratório é um supermercado, onde os compradores poderão usufruir de comodidades como a recomendação de produtos enviadas pelo telefone celular, histórico de compras anteriores, seleção de faixas de preço dos produtos e vários outros aplicativos.
A principal atração, contudo, são os sensores que permitirão que as compras passem pelo caixa sem precisarem ser retiradas do carrinho, por meio do uso dasetiquetas RFID.
As etiquetas RFID permitirão ainda que o cliente, ao se aproximar de um produto, não tenha apenas a informação do preço, mas também da tabela nutricional dos alimentos, dados técnicos de aparelhos eletrônicos e uma infinidade de outras informações, como o local onde o produto foi fabricado e até o rastro de carbono que ela deixa na natureza.
Internet da Coisas: as dificuldades para tornar as coisas mais simples
Outro grupo de pesquisadores recentemente disponibilizou uma linguagem de programação e um site de aplicativos para a Internet das Coisas. [Imagem: ITU]
Abrindo a internet para as coisas
Embora os conceitos sejam simples e não haja nenhum "impedimento tecnológico" - todas as tecnologias necessárias já estão disponíveis individualmente - a sua aplicação enfrenta uma série de desafios.
Muitos equipamentos atuais já podem se conectar à Internet. Contudo, as conexões ponto-a-ponto frequentemente têm o acesso restringido por firewalls ou são totalmente fechadas - como as intranets corporativas.
Para contornar essa dificuldade, os pesquisadores do IOT-A estão desenvolvendo uma base comum para os sensores da internet das coisas conectarem-se livremente, lembrando um pouco o sistema colaborativo de um site wiki.
Uma dentre as várias situações reais que estão sendo simuladas consiste em uma rede de sensores ambientais instalados em uma cidade inteligente.
No sistema colaborativo, a rede de sensores poderá ser usada simultaneamente pela infra-estrutura de controle da cidade, por órgãos ambientais localizados fora da cidade, por agências de notícias ou por institutos de pesquisa no país ou no exterior.
Todos poderão consultar diferentes subconjuntos de dados da rede de sensores, que estará fazendo medições em tempo real de dados ligados ao clima e ao meio ambiente.
Internet da Coisas: as dificuldades para tornar as coisas mais simples
A internet das coisas e a domótica são apontadas pelos especialistas como as principaistecnologias emergentes para um futuro próximo. [Imagem: Hydra]
Configurando coisas
Outro desafio é a facilidade de uso. Configurar "as coisas" para conectá-las à internet é uma tarefa complexa, devido às incompatibilidades das várias tecnologias sem fio.
O objetivo dos pesquisadores é criar uma conexão de sensores homogênea, independentemente da sua tecnologia sem fio, seja Bluetooth, Wi-Fi, WiMAX, ou ZigBee.
Uma das tecnologias sendo avaliadas é o Mote Runner, uma plataforma para redes de sensores sem fios desenvolvida pela IBM, que cria um ambiente de desenvolvimento e de interligação que roda em uma ampla gama de hardwares e sistemas operacionais.
Finalmente, uma internet das coisas aberta inevitavelmente levanta questões de segurança e privacidade.
Os pesquisadores estão trabalhando no desenvolvimento de tecnologias de segurança que ajudem a evitar o uso de dados armazenados sem autorização e que impeçam a identificação dos indivíduos através do rastreamento de seus sensores.

Wireless gigabit encontra você para lhe enviar seus dados


Rádio ultra-banda encontra você para lhe enviar seus dados






















As aplicações do novo sistema de transmissão de dados sem fios ainda não foram integralmente mapeadas, mas vão das redes heterogêneas em ambiente industriais às redes internas dos aviões. [Imagem: EUWB Project]



Dados com localização
Uma nova tecnologia de rádio transmite dados a uma velocidade de até 1 gigabit por segundo (Gb/s), usando até 10 vezes menos energia do que as tecnologiaswireless atuais.
Como recurso adicional, a tecnologia é capaz de determinar a localização de uma pessoa ou objeto com uma precisão de 50 centímetros.
Além de acelerar as comunicações, essa capacidade de localização poderá criar aplicações totalmente novas, incluindo ajustes nos controles de automóveis e liberação de uso de computadores e outros equipamentos pela simples aproximação de um usuário autorizado.
Banda ultra-larga
O rádio UWB (Ultra-WideBand, banda ultra-larga), também conhecido como ultra-banda, usa uma faixa maior do espectro de rádio para transmitir e receber dados. Acurtas distâncias, a tecnologia é imbatível.
Ela é capaz, por exemplo, de transmitir dados em velocidades extremamente elevadas, superando os cabos USB para a conexão entre periféricos e o computador.
Em velocidades mais baixas, a ultra-banda oferece canais de comunicações mais robustos e uma característica única de localização, precisa e em tempo real.
Tudo isto com um consumo de energia menor do que Wi-Fi, Bluetooth e outras tecnologias sem fio.
Rádio-localização
Uma das aplicações que mais chamam a atenção é a possibilidade de ajustes automáticos de equipamentos, bastando que a pessoa porte uma chave de identificação, semelhante às usadas nos automóveis, dotada com a tecnologia ultra-banda.
As vantagens vão além de abrir as portas e acender as luzes ante a aproximação do motorista.
Se um casal, por exemplo, compartilha o mesmo carro, a tecnologia é capaz de identificar qual deles está no banco do passageiro e qual está ao volante, ajustando prontamente bancos, espelhos, altura do volante etc.
Um protótipo totalmente funcional já foi desenvolvido pela Bosch, que é uma das parceiras do consórcio que está tentando trazer a ultra-banda para o mercado.
Outro parceiro, a holandesa Philips, demonstrou um sistema de home-theatre que ajusta o volume e a distribuição do som entre as caixas dependendo da localização da pessoa dentro da sala.
"Com a UWB, a detecção de localização é possível não apenas em modo ativo, mas também em modo passivo. Devido à frequência de rádio muito elevada que a UWB usa, nós podemos transpor da frequência para o domínio temporal com altíssima precisão," explica Sven Zeisberg, da Universidade de Dresden, um dos desenvolvedores do sistema.
"Isto permite que os equipamentos UWB determinem onde um objeto ou pessoa está localizado usando as diferentes taxas de propagação das ondas de rádio e os seus 'ecos' - é similar à ecolocalização dos morcegos," diz o pesquisador.
Mais dados ou menos bateria
Nos testes de transmissão de dados, a uma taxa fixa de 30 Mb/s, placas Wi-Fi consumiram 350 miliwatts de potência. Com esse mesmo gasto de energia, o rádio UWB transferiu exatamente 10 vezes mais dados.
Ou seja, se o usuário não está com tanta pressa, ele pode continuar assistindo filmes com a mesma qualidade, consumindo 10 vezes menos bateria.
O lado ruim é que toda essa "mágica" está limitada a uma faixa operacional de cerca de 30 metros.
Mas ainda há restrições legais a serem vencidas para que o rádio UWB, ou ultra-banda, chegue ao mercado.
Como usa um segmento maior do espectro eletromagnético, teme-se que a ultra-banda invada frequências já alocadas para outros serviços, como WiMAX, comunicações por satélite e até radar.
Estas possíveis interferências estão sendo mapeadas e checadas por meio de testes e demonstrações, a cargo de cada um dos parceiros do consórcio que está desenvolvendo a UWB.

Rede sem fio utiliza comunicação por luz visível


Como o nome sugere, comunicação por luz visível é uma tecnologia de transmissão de dados que utiliza a luz comum, visível aos olhos do ser humano. Seus criadores afirmam que ela está agora muito próxima de se tornar prática, graças ao desenvolvimento dos LED, diodos emissores de luz.
Os LED são largamente utilizados em nosso dia-a-dia, estando presentes em praticamente todos os aparelhos eletrônicos e até em semáforos. Eles emitem luz em várias cores, não aquecem e gastam pouquíssima energia.
Os professores Masao Nakagawa e Shinichiro Haruyama (PhD), da Universidade Keio, Japão, criaram o Visible Light Communications Consortium (VLCC), congregando várias empresas e institutos de pesquisa, com o objetivo de fomentar o uso da nova tecnologia.
Embora utilize luz visível, ninguém precisa se preocupar com "piscações" incômodas no escritório ou em casa, embora elas possam ser acionadas se houver necessidade. A tecnologia utiliza piscadelas extremamente rápidas, indetectáveis pelo olho humano.
As piscadelas podem ser configuradas para serem visíveis se houver necessidade de acompanhamento da comunicação ou para permitir que se monitore quais equipamentos estão se comunicando. Isso significa que toda a estrutura atual poderá vir a ser utilizada para prover comunicações de forma muito similar às ondas de rádio. E com várias vantagens significativas.
Por exemplo, a comunicação por luz visível pode ser utilizada onde há problemas com as ondas de rádio, como interferência, por exemplo. E ela resolve o problema de segurança, uma vez que ondas de rádio podem ser detectadas fora do ambiente, mas a luz visível não. Desta forma, uma rede sem fios funcionando no interior de uma sala, não poderia ser espionada pelo lado de fora.
Essa forma brilhante de comunicação também funciona melhor para a detecção de posição, que não tem tido bons resultados utilizando, por exemplo, a telefonia celular.
A transmissão de informação posicional captada por um dispositivo à base de LED, por exemplo, pode ser enviada pela rede normal de telefone, fixa ou celular, mas sem os problemas de transmissão ou perda de sinal.
Teoricamente, pode-se alcançar uma precisão de alguns milímetros, contra vários metros dos sistemas tradicionais. Isto poderá permitir, por exemplo, que os sistemas de posicionamento baseados em comunicação por luz visível possam vir a ser utilizados até mesmo para o controle de robôs.

Li-Fi promete substituir Wi-Fi

Pequeno e barato
Aproveitar a iluminação das residências e escritórios para transmitir dados é uma ideia antiga, mas que depende de avanços na própria iluminação.
Isso porque a fonte ideal de luz para transmitir dados são os LEDs, que ainda custam caro.
Um problema que poderá ser resolvido com o desenvolvimento dos microLEDs, uma inovação anunciada por pesquisadores da Universidade de Strathclyde, no Reino Unido.
Enquanto outros experimentos com transmissão de dados por luz visívelestão usando LEDs com dimensões na faixa de 1 milímetro quadrado, a equipe do professor Martin Dawson conseguiu reduzi-los por um fator de 1.000, criando LEDs com dimensões micrométricas.
MicroLEDs
Como são muito menores, os microLEDs podem piscar 1.000 vezes mais rapidamente do que os LEDs maiores, o que significa que eles poderão transmitir os dados mais rapidamente.
Além disso, como 1.000 desses LEDs ocupam a mesma área que um único LED tradicional, torna-se possível criar tantos canais de comunicação independentes quantos sejam os microLEDs.
Em outras palavras, os microLEDs poderão transmitir 1.000 x 1.000 vezes - ou 1 milhão - mais informações do que os LEDs tradicionais, ocupando a mesma área de 1 mm2.
Redes de luz: Li-Fi promete substituir Wi-Fi
Os pesquisadores já fundaram uma empresa para comercializar seus microLEDs. [Imagem: mLED Ltd]
Os microLEDs são fabricados sobre pastilhas semicondutoras comuns, constituindo um autêntico chip de luz, com a vantagem de que cada LED é controlado individualmente.
Li-Fi
Os pesquisadores estão chamando suas novas redes ópticas de redes Li-Fi, em substituição às redes Wi-Fi atuais - onde o Wi de wireless (sem fios) é substituído pelo Li de Light (luz).
A técnica consiste em utilizar um aparelho, chamado modulador, para fazer com que os LEDs pisquem rapidamente, transformando seus estados ligado e desligado em 0s e 1s.
Isso não atrapalha a iluminação e não incomoda, porque as piscadelas são rápidas demais para que o olho humano perceba.
Outra possibilidade de uso dos microLEDs é na construção de grandes telas para anúncios comerciais, onde cada LED se torna um pixel, criando outdoors eletrônicos de resolução muito superior aos atuais.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Antena de 1mm aumenta velocidade do Wi-Fi em 200 vezes

Miniantena

Engenheiros de Cingapura criaram uma antena supercompacta, de alto desempenho, capaz de suportar um tráfego de dados 200 vezes maior do que a tecnologia Wi-Fi atual.

A antena é totalmente baseada na tecnologia do silício, o que significa que ela está pronta para ser incorporada nos aparelhos em fabricação.

Segundo os pesquisadores, a antena permitirá, além do aumento da potência, a miniaturização dos aparelhos.

Medindo 1,6 mm x 1,2 mm, ela custa o equivalente a um terço das antenas atuais, mesmo sendo centenas de vezes mais eficiente.

Operando na faixa de 135 GHz, a antena consegue suportar uma velocidade de transferência de dados de 20 Gbps - 200 vezes mais rápido do que o Wi-Fi - o padrão 802.11 suporta dados na faixa dos 100 Mbps.

Segundo os pesquisadores, isto viabilizará a recepção de conteúdos de multimídia, como filmes, apresentações online, teleconferência e entretenimento.

Antena espiral em cavidade

A tecnologia é conhecida como antena espiral em cavidade, ou CBS (cavity-backed slot).

"Preenchendo a cavidade da antena com polímero, em vez de ar, nós obtivemos uma superfície plana que pode ser processada pela tecnologia padrão," disse o Dr. Hu Sanming, do Instituto de Microeletrônica AStar.

Para demonstrar que a antena funciona em termos práticos, os pesquisadores deram um passo adicional, e integraram-na com os circuitos adicionais para tornar o dispositivo inteiramente contido em um invólucro único, adequado para a fabricação em massa.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

 

Para marcar o lançamento mundial do IPv6 (IPv6 World Launch), em 6 de Junho, o NIC.BR está organizando um tutorial sobre a ativação do IPv6 em serviços, na USP, junto com o pessoal do CCE, e com participação do pessoal da Sociedade da Internet no Brasil (o escritório brasileiro da ISOC).

O nome oficial do evento é "A USP no dia Mundial do IPv6", e será das 9h
as 13h. Será transmitido via Internet

A USP no lançamento mundial do IPv6:

http://ipv6.br/IPV6/W6L

Dia 06/06, das 9h as 13h, com transmissão via http://iptv.usp.br.

O evento contará com uma palestra e um tutorial prático sobre ativação de IPv6 nos serviços de rede.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Claudeir Covo – uma voz que se cala

Texto redigido pelo amigo e pesquisador Carlos Alberto Reis - publicado com sua autorização

A ufologia brasileira perdeu um dos seus mais destacados investigadores no cenário contemporâneo. Claudeir Covo, 62 anos, engenheiro e ufólogo paulista, faleceu na madrugada do dia 5 de maio, em decorrência de complicações gastrintestinais.

Sua produção nessa área é extensa, marcada pela extrema seriedade e rigor. Não descansava enquanto não concluísse uma pesquisa de maneira satisfatória, e ia às últimas consequências para defender um ponto de vista. Não obstante, sabia ouvir e ponderar – qualidade rara nesse meio – quando algo confrontasse suas convicções, desde que argumentado com inteligência. Jamais presenciei qualquer atitude desrespeitosa no âmbito de um debate, por mais polêmico e acirrado.

Conhecemo-nos casualmente em meados dos anos 70, sem que soubéssemos do interesse comum que nos faria reencontrar tempos depois, em 1979, quando da visita do Prof. J. Allen Hynek ao Brasil. Aquela circunstância foi a semente de uma amizade que se fortaleceria ao longo dos anos, fruto da identidade de postura e do comprometimento responsável na busca pela verdade sobre o fenômeno Ovni.

Em 1982, ao publicar na revista Planeta polêmica matéria desmascarando o caso Barra da Tijuca, desconhecia o fato de que, coincidentemente, Claudeir se empenhava na mesma investigação, e isso serviu para sedimentar a mais respeitosa e profícua relação de trabalho. Naquela ocasião, foi por nossas mãos que ele debutou na difícil arte de transmitir conhecimentos a uma plateia atenta, como “convidado-surpresa” em dos nossos simpósios de ufologia na capital paulista.

Investindo sempre no aprimoramento das suas análises, Covo não economizava na ampliação de sua biblioteca, nos equipamentos de última geração, em pesquisa de campo e viagens. Com igual dedicação, propunha-se a colaborar com os colegas, fornecendo dados e informações consistentes para substanciar as investigação. Solícito, atendia prontamente a imprensa e não criava obstáculos para atender aos convites para palestras ou outros eventos.

Por inúmeras vezes estivemos lado a lado em seminários e congressos. Suas explanações inspiravam enorme respeito, pela solidez dos argumentos e conhecimento de causa, não deixando margens a dúvidas, especulações ou contestações. Com desconfortável assiduidade para os “entusiastas” do fenômeno, os resultados de suas pesquisas derrubavam quaisquer possibilidades de que uma fotografia, filmagem ou simples visualização pudesse tratar-se de um “disco voador”. Prevaleciam o bom senso, a cautela e a irrefutável linguagem da competência.

Legítimo representante da chamada “ufologia científica”, Claudeir Covo soube como poucos elevar o padrão da verdadeira investigação ufológica, nunca se deixando influenciar pelo fascínio e sedução que o assunto invariavelmente produz. Seu legado, exemplo singular para futuras gerações, resume-se em três palavras: responsabilidade, competência e respeito.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Nota de Falecimento: Claudeir Covo -

Amigos,

Com grande pesar informo que o estimado amigo, engenheiro e ufologista Claudeir Covo, diretor do INFA, faleceu no último dia 05 vítima de complicações de saúde que enfrentava já a alguns anos. Seu corpo foi velado e supultado no Cemitério do Araça em São Paulo, Capital.

Claudeir Covo era um ufologista crítico, racional e seguia uma metodologia científica em todas as pesquisas que conduziu. Foi o divulgador da primeira grande farsa da Ufologia Nacional, conhecido como o Caso Barra da Tijuca.

Tive o privilégio de participar de várias pesquisas com o Claudeco, como era conhecido pelos amigos próximos, e realizamos várias análises de imagens e vídeos.

Atualmente Claudeir era membro ativo da NARCAP - divisão Brasil, onde realizava análises de imagens e vídeos de UAP´s - Fenômenos Aéreos Não-Identificados

Desejo muita luz e que ele esteja mais perto da verdade que procurava. Meus sentimentos a sua esposa, Paola Covo, e a sua família

Claudeir Covo (1950-2012)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ataques Cibernéticos no Brasil

Como já alertado muitas vezes por esse que escreve e por vários especialistas de segurança, o Brasil está sendo alvo de ataques coordenados de "Negação de Serviço Distribuído" (DDoS) desde o dia 22.06.11. Seguem informações detalhadas:

Os hackers brasileiros do grupo Lulz Security atacaram na tarde desta quarta-feira o site da Petrobras e deixaram a página fora do ar por alguns minutos. O grupo é o mesmo que derrubou os sites do governo brasileiro e da Presidência da República nesta madrugada e é vinculado ao grupo que atacou os sites do Senado americano e da CIA.

Pelo perfil no Twitter, o grupo incentivou os membros a atacarem o site da Petrobras. "www.petrobras.com.br voce e capaz? entre na embarcacao e vamos atear fogo!", dizia o post. Instantes depois de derrubar a página, o grupo justificou o ataque: "Acorda Brasil! Nao queremos mais comprar combustivel a R$2.75 a R$2.98 e expotar a menos da metade do preco! ACORDA DILMA!", dizia um dos tweets. "Nao queremos ver o nosso combustivel sendo vendido nos paises da uniao mercosul ao preco medio de 1,60 a 1,90 e no brasil a 2.75 a 2.98!", afirmava outra postagem.

Em seu site na internet, o grupo brasileiro afirma que sua missão "é declarar guerra aberta contra todos os governos, bancos e grandes corporações do mundo". Eles estão convocando todos os hackers do mundo para se unirem ao propósito. O objetivo é expor corrupção e segredos obscuros". E faz ameaça: "Imagine ver o orçamento sigiloso para a Copa do Mundo sendo exposto contra a vontade do governo brasileiro".

Em nota, a Petrobras informou que o site da companhia recebeu alto volume de acessos simultâneos, mas está no ar. "O congestionamento momentâneo do servidor não causou nenhuma alteração de conteúdo ou dano de informações disponíveis no site da Petrobras", afirmou a empresa.

Acompanhe as notícias e, tempo real disponibilizadas pelo Setor de Inteligência e Segurança da BSRSoft em: http://bsrsoft.com.br/?p=1276

terça-feira, 12 de abril de 2011

Web Security Forum

Aconteceu nos dias 9 e 10 de Abril em São Paulo, no Espaço APAS, um evento inédito para os profissionais de Segurança de TI: O Web Security Forum.


Produzido pelo autor do blog Coruja De TI Gustavo Lima, o evento aconteceu no Espaço APAS e teve a participação de um time de peso de palestrantes. O foco do evento explorou os temas Cloud Computing, Web Aplication Server, Web Appplication Firewall, Virtualização de Ambientes, Vulnerabilidades, Testes de Intrusão, Computação Forense e Técnicas Hackers, entre outros.

O evento teve uma série de facilidades de locomoção para o local, diversas opções de pagamento e descontos para universitários e estudantes em geral. A infra-estrutura foi muito bem organizada com serviço de almoço no estilo buffet no local. Houve distribuição de dezenas de brindes entre livros, treinamentos e até um curso completo de pós-graduação.


Estive por lá pois atuei no Comitê Organizador. Com certeza teremos a segunda edição no ano que vem. Comecem a se programar!

Celulares Android são alvo de criminosos virtuais

por IT Web
11/04/2011

Aplicativos falsos para o sistema trazem ameaças, diz ESET

No mês de março, tanto os dispositivos móveis como as redes sociais se consolidaram como os alvos favoritos dos criminosos virtuais, que direcionaram suas ameaças tanto a equipamentos com plataforma Android quanto a usuários de Twitter e Facebook. Foram descobertos 21 aplicativos maliciosos sendo distribuídas por meio do Android Market - sistema aberto de distribuição de conteúdo para dispositivos baseados no sistema operacional Android que permite a seus usuários navegarem, comprarem, instalarem e descarregarem aplicativos desenvolvidos por terceiros.
Uma vez que o usuário descarregava a aplicação surgia a infecção do equipamento, a partir da qual o código malicioso emitia informações do dispositivo a servidores remotos. Entre os dados transmitidos deste modo se encontra o IMEI (International Mobile Equipment Identity) que permite identificar um dispositivo móvel em qualquer lugar do mundo.
Durante março, o segundo foco de ataque privilegiado pelos desenvolvedores de malware foram as redes sociais. Por sua vez, o Twitter se viu atingido por um link malicioso distribuído por meio de técnicas de engenharia social, com a promessa de saber quem visitou o perfil do usuário no popular site de microblogging.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Google é site mais perigoso de 2010, aponta Trend Micro

por IT Web

06/01/2011 

Principal motivo da colocação foi a popularidade que faz com que os cibercriminosos coloquem links maliciosos no topo dos resultados 

Perigo: cuidado com os links do Google 

A Trend Micro, empresa de segurança em Internet, elegeu o Google como site mais perigoso de 2010 por meio de um relatório divulgado no site The Next Web. 

Para a companhia, o principal motivo da colocação foi o fenômeno Google Bomb, ou seja, a popularidade do site e de sua ferramenta de buscas faz com que os cibercriminosos coloquem links maliciosos no topo dos resultados por meio do Adsense, responsável pelo ranking das páginas patrocinadas da empresa. 

O Wordpress também entrou na lista como o software mais perigoso por causa da sua fragilidade. No caso desta ferramenta, se a manutenção não for feita constantemente, os usuários correm o risco de terem as suas informações roubadas. 


Entre os sistemas operacionais o Apple OS X é o mais arriscado e no ranking de redes sociais o primeiro colocado foi o Facebook, por causa de ataques às contas e de criminosos que roubam dados dos usuários por meio de falsas propagandas. 

Tróia SpyEye aprimorado faz novas ameaças

por Mathew J. Schwartz | InformationWeek EUA

10/02/2011

Características do toolkit crimeware Zeus, permite ao SpyEye pegar números de cartões de créditos de PCs hackeados

O crimeware toolkit Zeus continua ativo. Desde que seu criador supostamente deixou o código base do aplicativo para seu rival SpyEye em outubro de 2010, pesquisadores de segurança têm esperado a chegada de um toolkit híbrido.

Agora ele aparentemente chegou. “Nós recebemos uma amostra da versão 1.3.05 do fabricante SpyEye, que parece ser o resultado da dita fusão”, disse Loucif Kharouni, pesquisador sênior de ameaças da Trend Micro, em uma postagem online recente.

Kharouni disse que o aplicativo combina as características diferentes das versões anteriores dos dois crimeware toolkits. Por exemplo, enquanto era exigido aos compradores do Zeus incluir os plug-ins desejados a partir do get-go, o SpyEye permite aos usuários instalá-los após a compra. Agora, o novo software irá oferecer algumas das funcionalidades de plug-ins do anterior, com a funcionalidade “compre quando quiser” do atual.

É claro que um botnet só é bom com o seu ecossistema de PCs comprometidos – conhecido como zumbi. Aqui, o toolkit híbrido pode ser uma ameaça ainda maior que a de seus antecessores.

Outra característica do novo SpyEye inclui a estimativa de qual ataque de rede irá funcionar contra o Firefox, além de melhor controle de plug-in e limpeza dos cookies do navegador. As opções de plug-in incluem a habilidade de roubar certificados de armazenamento criptografados do Windows, uma ferramenta para simular páginas da Web HTTP e HTTPS no IE e Firefox – sem necessidade de conectar por meio do servidor de rede original – assim como um FTP back door e um delator de vírus.

De acordo com a Trend Micro, o SpyEye também tenta ativamente esquivar-se ou incapacitar o Rapport, uma ferramenta segura de navegação da Trusteer com uma base de usuários beirando os milhões.  Cerca de 70 instituições financeiras também recomendaram o software para seus clientes.

Instituto de Criminalística de SP investe em forense

por Vitor Cavalcanti | InformationWeek Brasil

09/02/2011 

Aquisição de 32 kits aumentará capacidade de análise na capital e levará tecnologia para interior e Grande SP 


A polícia paulista está mais bem equipada para avaliar crimes eletrônicos. Nesta quarta-feira (09/02), peritos do Instituto de Criminalística da Superintendência da Polícia Técnico-Científica de São Paulo receberam 32 kits contendo hardware e software de computação forense. 

Entre compra das ferramentas, treinamento e suporte para três anos, a corporação investirá R$ 3 milhões. O processo de aquisição ocorreu por meio de licitação, vencida pela TechBiz Forense Digital, que fornece para outras corporações, como o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro. 

Foram adquiridos os softwares EnCase (que pode conduzir, sozinho, investigações em discos locais ou via rede em máquinas ligadas), FTK (analisa registros, decodifica arquivos, recupera senhas de arquivos criptografados, entre outros) e o Gargoyle Investigator (faz busca em programas mal-intencionados e fornece pistas sobre as atividades, motivos e propósitos de softwares suspeitos. Abrevia o tempo da investigação e fornece laudos periciais criminalísticos detalhados) e o hardware FRED (plataforma modular para aquisição forense em alta velocidade de discos IDE, SATA e SCSI). 

A grande expectativa com essa aquisição está relacionada ao seu uso em cidades do interior e Grande São Paulo. Como explica Sérgio Kobayashi, diretor de perícia de informática do instituto, peritos da capital já vinham usando o EnCase, em sua versão anterior, há mais ou menos quatro anos. As demais ferramentas eram substituídas por versões livres baixadas da web. Então, a computação forense não é uma novidade para eles. 

"Com a aquisição, melhorará a qualidade da análise e reduzirá o tempo", pontua Kobayashi. O diretor afirmou que, atualmente, apenas a capital tem entre 300 e 400 casos para avaliar por mês, correspondendo a 70% do total no Estado. Com as novas máquinas e a expansão para outras localidades, a tendência é que a demanda aumente. "As autoridades passarão a pedir. A filosofia da operação mudará. Policiais, promotores e outras autoridades não entendem muito de tecnologia e não sabem o que pedir, ao mostrarmos as possibilidades, acreditamos que as requisições mudarão." 

Até esta quarta-feira, os casos do interior e da região metropolitana de São Paulo não eram avaliados com essas ferramentas, até pelo número pequeno de licenças que os peritos da capital tinham (apenas quatro). Assim, Kobayashi acredita que até a divisão de 70% dos casos na capital e 30% no interior e Grande São Paulo pode ser alterada. Com a disponibilidade das ferramentas, os juristas podem passar a demandarem tais análises, trazendo à tona uma estatística, então, desconhecida. 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sistemas operacionais poderão ter autodefesa contra ataques

Redação do Site Inovação Tecnológica - 04/02/2011


Como Bill Gates bem sabe, o sistema operacional é o sistema nervoso do seu computador. Se o sistema operacional for corrompido, os atacantes podem assumir o controle do seu computador, roubar informações ou impedir que ele funcione.

Agora, pesquisadores da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, afirmam ter desenvolvido um sistema que utiliza recursos de hardware e de software para restaurar um sistema operacional que tenha sido comprometido por um ataque.

Fotografias do sistema operacional

A ideia parece simples demais para que não tivesse sido tentada antes: tirar "fotografias" do sistema operacional continuamente, por exemplo, durante as interrupções de software (IRQs) ou durante as chamadas ao sistema (system calls), quando os programas pedem que o sistema operacional desempenhe funções a seu cargo.

A maioria dos ataques graves ocorre quando o atacante corrompe um aplicativo - o navegador da web, por exemplo - e, em seguida, o utiliza para fazer chamadas ao sistema, ganhando acesso aos arquivos, entre inúmeras outras possibilidades.

O conceito é tirar um instantâneo do sistema operacional em momentos estratégicos, quando ele está funcionando normalmente e, em seguida, se o sistema operacional for atacado, apagar tudo o que foi feito desde que o último instantâneo foi tirado - efetivamente voltando no tempo para o momento anterior ao ataque.

O mecanismo também permite que o sistema operacional identifique a origem do ataque e o isole, de modo a se tornar imune a novos ataques a partir desse aplicativo.

Autodefesa do sistema operacional

Na verdade essa ideia já foi tentada muitas vezes antes, mas foi abandonada como sendo impraticável - o sistema vai passar mais tempo cuidando de si mesmo do que dos aplicativos do usuário.

"Mas nós desenvolvemos um suporte de hardware que permite que o sistema operacional incorpore esses componentes de sobrevivência de forma mais eficiente, de modo que eles consomem menos tempo e energia," afirma Dr. Yan Solihin, coautor do artigo que descreve a nova estratégia de autodefesa.

O suporte de hardware consiste basicamente na adição de um cache ao microprocessador, dedicado à tarefa de proteção.

Solihin e seus colegas afirmam que seu novo sistema de sobrevivência ocupa menos de 5 por cento dos recursos computacionais já normalmente consumidos pelo sistema operacional.

Agora é só esperar para ver se os "fabricantes de sistemas operacionais" e de processadores acham a ideia boa o suficiente para incorporá-la em seus produtos - ou encontrem alguma falha em seu projeto.

Bibliografia:

Architectural Framework for Supporting Operating System Survivability
Xiaowei Jiang, Yan Solihin
IEEE International Symposium on High-Performance Computer Architecture Proceedings
http://www4.ncsu.edu/~xjiang/files/hpca-surv.pdf

domingo, 5 de dezembro de 2010

Política de Segurança da Informação: 5 questões importantes a considerar

por Felipe Dreher
InformationWeek Brasil
03/12/2010

As informações liberadas pelo WikiLeaks levantam a discussão sobre proteção de dados. Veja as dicas do especialista no assunto Edison Fontes

O WikiLeaks contém cerca de 250 mil documentos com dados confidenciais. E vem revelando-os. Isto casou desconforto diplomático mundo afora. Mas como o portal teve acesso a tantas informações? “O vazamento da informação pode acontecer, mesmo nos ambientes mais sofisticados tecnologicamente”, comenta Edison Fontes , que trata com propriedade sobre o tema em seu blog no IT Web.

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Ele lista outras cinco questões a se considerar na hora de pensar estratégias e políticas de segurança frente ao caso. Portanto, tenha em mente:

1-) Pessoas autorizadas podem vazar informação: As organizações precisam manter atualizada. “Garanto que na maioria das empresas dos leitores, existem identificações de usuários que não deveria estar mais autorizado a acessar informação, porém continua com acesso”, diz Fontes.

2-) Informações podem afetar a imagem da organização (ou país): O que foi divulgado até então causou mal estar diplomático e saia justa entre os envolvidos. “Ficou bem claro o quanto a imagem pode sofrer com acesso indevido e divulgação”, analisa.

3-) Proteger a informação existe esforço e conhecimento: Muitas vezes não pode explicitar em ROI (Retorno sobre investimento) sobre ações de segurança. Se a companhia visar retorno em tudo, corre o risco de ser sofrer situações como esta.

4-) Não adianta fazer de conta que não viu: “O Governo está minimizando. É uma nova marolinha. Tomara que seja. Mas, segundo o WikiLeaks, vem mais coisa por ai. Tem que se enfrentar o problema de frente, estruturar uma solução compatível com a organização e implantar”, comenta Fontes.

5-) Pessoas, o elemento mais importante: Não adianta, a corrente sempre falhará no elo mais frágil. Claro que sistemas são falíveis, mas uma política eficiente de segurança passa por uma cultura e treinamento dos usuários.

Caso WikiLeaks: o que nos ensina sobre segurança da informação?

por Felipe Dreher
InformationWeek Brasil
03/12/2010

Site deixa claro que origem dos dados não está segura e que há falha no controle de acesso. Depois de alguns avisos, WikiLeaks liberou uma centena de segredos de estado. O site contém cerca de 250 mil documentos com dados confidenciais. À medida que vêm a público, estas informações geram desconforto diplomático mundo afora. O portal com preceitos colaborativos virou, além de assunto em rodas de conversa, referência para imprensa internacional, que se esbalda com notícias baseadas em arquivos divulgadas no site. Mas que lição os responsáveis pela segurança da informação podem tirar do episódio?
A pergunta pertinente vem baseada em duas questões fundamentais. A primeira delas relaciona-se diretamente ao modelo de negócios do site, que tem como core business a divulgação de informações sigilosas. Isso mostra, na visão de Edgar D´Andrea, sócio da PwC e articulista de segurança da InformationWeek Brasil, que a origem das informação não está segura.
O segundo ponto, mais preocupante, vincula-se à uma estratégia do WikiLeaks divulgada recentemente, que revelou que o próximo alvo seria vazar informações confidenciais do mundo empresarial. "Acredito que, no futuro, iremos ter mais material pertencente à comunidade corporativa", disse Kristinn Hrafnsson, porta-voz da empresa, à Reuters. Segundo a agência de notícias, no início da semana, um executivo teria dito que o site possui dezenas de milhares de documentos internos de um grande banco norte-americano em fase de avaliação que pode vir a público no início do ano que vem.
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D´Andrea acredita que o caso deve gerar uma profunda reflexão nos responsáveis pela segurança da informação nas companhias. O especialista aponta algumas indagações válidas a estes profissionais, como se eles têm ciência dos dados que a empresa realmente precisa protege, se têm certeza de que eles estão bem protegidos ou há só uma falsa percepção de segurança. Possui mecanismos de verificação sistemática sobre a sensibilidade daquela informação? "Generalizar a proteção pode não ser eficiente se você não sabe a criticidade da informação que precisa ser protegida. À medida que conhece dados de alto risco, é fundamental ter capacidade de canalizar a segurança para aquilo", acrescenta o sócio da PwC.
O especialista Ricardo Castro, presidente da Isaca Capítulo São Paulo, acredita que a quantidade e o aspecto das informações vazadas indicam uma falha de controle de acesso humano às informações. Ele aponta que três recomendações que daria para empresas passam pela destruição ou sanitização de mídias descartadas e utilização de recursos de criptografia. "Formatação pura e simples hoje em dia não é obstáculo algum para quem quer recuperar dados", comenta, para acrescentar: "A criptografia não é garantia absoluta de que os dados não serão revelados, mas garante um bom grau de conforto". A terceira recomendação é "cuidado com o que escreve em comunicados formais da empresa".
Todo rebuliço gerado pelos incidentes revelados até então deixam ainda mais clara e pertinente a constatação de Edison Fontes, blogueiro do IT Web, que trata com propriedade sobre o tema: "O Grande Irmão é maior do que pensamos, e já deixou, há muito tempo, de ser Irmão".

China capturou 15% do tráfego da internet durante 18 minutos

A China redirecionou cerca de 15% do tráfego de toda a internet para servidores do país durante 18 minutos, abrangendo inclusive informações importantes do governo norte-americano, afirma um relatório do governo dos Estados Unidos.

Segundo o estudo, divulgado nesta quarta-feira, o incidente ocorreu em abril deste ano, causado pela empresa de telecomunicações chinesa China Telecom.
Ciberataques
O governo americano diz que ainda não é possível avaliar se o redirecionamento foi intencional e, se foi este o caso, qual seu objetivo.
"No entanto, pesquisadores de segurança da computação notaram que esta competência poderia permitir várias atividades mal-intencionadas", afirma o relatório, feito pela Comissão de Revisão Econômica e de Segurança das Relações EUA-China.
Entre o tráfico redirecionado para servidores chineses, estão trocas de e-mails entre funcionários do governo e acessos aos sites oficiais do Senado norte-americano, do gabinete do Departamento de Defesa, da Nasa e do Departamento do Comércio.
Nesta semana, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, pediu que as agências militares e civis dos Estados Unidos atuem mais fortemente e em conjunto contra as ameaças de ciberataques.
Ataque chinês ao Dalai Lama

Já na Grã-Bretanha, especialistas ouvidos pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Parlamento afirmaram que um ciberataque capaz de ter efeitos profundos na infraestrutura do país somente poderia ser lançado por um Estado inimigo - o que faria uma ação do tipo "politicamente improvável".

O especialista Ross Anderson, da Universidade de Cambridge, disse aos parlamentares que o poder público deve ser mais atento para questões de tecnologia da informação, e lembrou um caso em que esteve diretamente ligado a um ciberataque.
"Alguns anos atrás, um aluno meu ajudou o gabinete do Dalai Lama a se livrar de um malware (programa que se infiltra em um computador ou em uma rede com o objetivo de causar danos ou roubar dados) claramente criado pelo governo chinês", disse.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Ciberespionagem é risco real, diz especialista

por Vitor Cavalcanti* | InformationWeek Brasil
04/11/2010

Richard Clarke, ex-chefe de combate ao terrorismo da Casa Branca, divide o tema ciberterrorismo em cibercrime, espionagem e ciberguerra

Não é de hoje que os governos das principais potências se preocupam com ameaças virtuais. Se no começo os hackers disparavam vírus apenas para causar panes nos computadores de usuários finais, a prática evoluiu de tal forma que crimes sofisticadíssimos são práticas pela rede mundial, envolvendo muito dinheiro. 

Convidado pela Informatica Corporation para falar sobre ciberterrorismo, Richard Clarke, ex-chefe de combate ao terrorismo da Casa Branca, frisou, por diversas vezes, que nenhuma rede está totalmente ilesa às ações dos cibercriminosos e afirmou que, apenas o Pentágono, centro da inteligência de segurança dos EUA, recebe cerca de seis mil tentativas de ataques por dia. 

Com a seriedade característica de profissionais que atuam nesta área, Clarke lembrou que sempre que profere uma palestra as pessoas esperam receber algum tipo de conselho sobre ciberterrorismo, mas, antes que qualquer dica pudesse ser passada, ele ensinou que o tema precisa ser pensado sob o ponto de vista de três fenômenos distintos: cibercrime, ciberespionagem e ciberguerra. 


A divisão que ele faz é pertinente pois trata-se de diferentes formas de ataque e cada uma com seu objetivo. "Em cibercrime, você precisa pensar em fraudes de cartão de crédito, roubo de dados, phishing e você precisará gastar algumas horas para recuperar sua identidade. Ou perder algum dinheiro e ter um trabalho para recuperar isso. Isso é individual. Os bancos perdem dinheiro, mas repassam os custos. Mas há bilhões de dólares perdidos." 


Clarke lembrou que o nível de sofisticação do cibercrime atingiu um patamar incrível mas, ao mesmo tempo, aponta que a polícia, especificamente o FBI, tem adotado técnicas e ferramentas de altíssimo nível para combater esse tipo de delito. A proporção e a importância dada a essas ações criminosas ficou ainda maior quando a Rússia invadiu a Geórgia, em 2008, avalia Clarke. O ex-Casa Branca relembra que, ao mesmo tempo da invasão militar, havia um ciberataque naquele país, causando um colapso no sistema bancário, nas telecomunicações, entre outros. "Cibercrime é uma indústria e paga para pessoas corromperem organizações ao redor do mundo. A Scotland Yard (política britânica) e o FBI encontraram uma espécie de centro de cibercrime. As nações precisam trabalhar juntas, assim como no caso do terrorismo. Se participa de um sistema internacional tem que fazer isso, incluindo investigações", ensina. 


Ameaça real
Pior que o cibercrime, onde senhas de cartões e dados são roubado, podendo causar prejuízos financeiros às corporações e aos usuários finais, para Clarke, é a ciberespionagem, que rouba dados muitos mais valiosos que um número de cartão de crédito. "É um grande problema e está ocorrendo atualmente. Compare e veja como as coisas mudam radicalmente." Para explicar o cenário, o especialista recorreu à época da Guerra Fria, quando União Soviética e EUA, representados por KGB e CIA, tinham seus programas de espionagem. Ele lembra que, na ocasião, a pessoa se infiltrava em outro país, passava a perseguir determinado agente para encontrar certos dados e levava algum documento, podendo ser preso. "Hoje é diferente, você fica em seu escritório, em seu país e haqueia redes. Não terá alguns papéis, mas terabytes de informações. As técnicas de ciberespionagem chegaram a um ponto que elas conseguem invadir qualquer empresa. O Google tornou público seu caso e falou-se que poderia ser o governo chinês. Eles disseram que acontecia com várias empresas no país, mas, a diferença, é que eles estavam sendo haqueados", comenta.
De acordo com o ex-chefe de combate ao terrorismo da Casa Branca, o serviço de segurança do Reino Unido já aconselhou que é preciso assumir que a rede está sendo invadida em caso de problemas. E Clarke lembra que ninguém está imune, ao citar o caso da chanceler alemã Angela Merkel, que teve seu computador pessoal invadido. Ele disse ainda que o Pentágono trabalha com duas grande redes, sendo uma super secreta, chamada de super rede. Em resumo, o especialista avisa que trata-se de um risco não apenas para a segurança, "mas também para a competitividade econômica. Muito se gasta com pesquisa e desenvolvimento e isso pode ser roubado. O risco real no ciberespaço é a ciberespionagem. Sua companhia gasta muito dinheiro em segurança, prevenção de intrusão, entre outros, mas a rede mais segura no mundo já foi invadida." 


Pra onde vamos
O terceiro e último fenômeno abordado por Clarke é a ciberguerra. Para ele, a diferença entre os demais é que, neste caso, o indivíduo rouba e/ou invade com o propósito de destruição. "Em vez de invadir o espaço físico, parte para o ciberespaço. É um tipo de guerra muito sofisticada. Ele utiliza quatro tipos de ataques Dia Zero nunca vistos antes. As pessoas enxergam a falha. Você pode causar tensão de linhas elétricas ao invadir o site de uma geradora de energia. Algumas vezes o blackout é falta de energia, mas, as vezes, é um ataque de ciberguerra", alerta. Não estaria o especialista indo longe demais? Para ele não. E frisa que, talvez, os exércitos já devessem começar mudar o recrutamento; em vez de priorizar os fortes fisicamente, abrir espaço para os que entendem dessa área. 


"O controle aéreo, por exemplo, é altamente dependente da tecnologia, imagine algo nesse sentido, diversos acidentes poderiam ser desencadeados. Tivemos uma grande explosão na região de São Francisco, Califórnia. E isso é controlado por redes de computadores. É o mesmo efeito de um ciberataque. O metro de Washington teve uma batida de composições ano passado e por falha no sistema. Não quero assustar e dizer que a ciberguerra está acontecendo. Mas é um alerta. No futuro, uma guerra envolverá ciberataques. Precisamos colocar a segurança do ciberespaço na mais alta prioridade, inclusive nas companhias."